JORNAL DA REGIÃO NORDESTE DE BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - BRASIL

Tempo em BH nos próximos 3 dias

Ano 1

N. 8

On Line

Versão impressa circula em parte dos bairros Cidade Nova,
Silveira, Nova Floresta, Palmares e União
N. 8 - O JORNAL DA REGIÃO NORDESTE

Bem Vindo -  Agora são: ,  do dia:

Clique no link e
confira a previsão para os próximos três dias

Fonte: INMET

EDITORIAL

Fator previdenciário:
maldade com o trabalhador

  [voltar]


O governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foi pródigo em criar maldades contra o povo, em particular com várias medidas de reforma da Previdência Social. Uma dessas medidas foi o chamado "fator previdenciário", por meio do qual, na prática, se ampliava o tempo de trabalho das pessoas, já que condicionava a amplitude do benefício da aposentadoria a uma série de requisitos. Assim, não mais bastaria trabalhar e contribuir por 35 anos, para receber uma aposentadoria digna; a partir da criação daquele famigerado "fator previdenciário", o cálculo da aposentadoria passou a considerar a expectativa de vida do cidadão a se aposentar: quanto mais novo ele fosse, em tese mais tempo ele viveria ainda. Exatamente por isso, quanto maior era a expectativa de vida, menor seria o valor da aposentadoria.

Assim, alguém que começou trabalhando cedo, aos 14 anos poderia, só pelo tempo de trabalho, se aposentar aos 49 anos. Ele ainda pode, mas como ele teria uma expectativa de vida longa (aí mais uns 30 ou 40 anos), isso implicaria uma redução proporcional no valor da aposentadoria, em comparação a se ele aposentasse com 60 anos, por exemplo. Na prática, significa dizer que duas pessoas, uma que começasse a trabalhar cedo e outra que só começasse a trabalhar muito mais tarde (e, portanto, a contribuir também mais tarde), pagando o mesmo valor de contribuição previdenciária durante toda a vida profissional de ambos, iriam, no final de 35 anos, receber aposentadorias diferentes, o primeiro recebendo menos. Para o primeiro receber a mesma coisa que o segundo, ele teria que trabalhar por mais tempo, contribuindo por mais tempo.

Isso é justo?

Não, não é, pois todos devem ser tratados igualmente. O PT pensava assim; inclusive, votou assim na época do governo Fernando Henrique. Mas, depois que virou

 governo, ele se esqueceu de muitas de suas antigas lutas, de muitos de seus votos, de quase todas as suas bandeiras. Isso se afirma com base na posição do próprio governo petista do Lula, que está se armando para derrotar, na Câmara dos Deputados, um projeto já aprovado no Senado extinguindo o famigerado "fator previdenciário". Ora, se esse instituto era ruim quando o governo era do PSDB e o PT era oposição, como agora, que o governo é do PT, o mesmo instituto passou a ser bom e deve ser mantido?

Não, o instituto do "fator previdenciário" era ruim nos tempos do PSDB e continua ruim nos atuais tempos do PT. Por isso, o jornal Tribuna da Cidade Nova conclama a todos os cidadãos de Belo Horizonte que entrem em contato com seus deputados federais, de qualquer partido, pedindo a eles sensibilidade para analisarem o assunto na perspectiva das pessoas e não do caixa sem criatividade do governo. Não é possível que em uma época já longa de bonanças econômicas, no Brasil e fora dele, os técnicos do governo não conseguiram criar mecanismos mais efetivos de controle das despesas públicas, de desvios de toda ordem, de evasão de receita, de sonegação fiscal, e continuam a penalizar exatamente o assalariado que, pelas dificuldades de vida, tem que começar a trabalhar cedo, bem cedo.

O secretário de Política de Previdência Social do governo Lula disse, em entrevista, que o projeto não pode passar, pois o governo não tem um plano B para compensar as despesas que virão o fim do "fator previdenciário". Ele está enganado em sua visão desviada... Não é de plano B que o Brasil precisa; o Brasil precisa é de um plano A em que os cidadãos trabalhadores sejam o centro, o objetivo e o destinatário das receitas públicas. É disso que precisamos; é isso que exigimos; é isso que esperamos dos nossos deputados!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


alto/page up


voltar/home

 

 

Links relacionados:

Credibilidade e confiança

Após um suspiro, a decepção!

O coqueiro está balançando